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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Dinheiro, fama e mudança de hábito: profissionais apontam falhas nas categorias de base


Dinheiro, fama e mudança de hábito: profissionais apontam falhas na base

Fracasso da seleção sub-20 acende discussão sobre o comportamento de jovens e a influência que recebem antes de chegarem aos profissionais


Em meio à disputa do Sul-Americano sub-20, na Argentina, Mattheus é solicitado para dar entrevistas. Insatisfeito por ser sempre lembrado como “filho de Bebeto”, ele avisa - via assessoria de imprensa - que não falaria com jornalistas brasileiros e estrangeiros caso continuasse tendo seu nome vinculado ao do pai. Rafinha, do Barcelona, também não gostava de ser comparado com o pai Mazinho, companheiro de Bebeto na conquista da Copa de 1994 com a Seleção.

Em Minas Gerais, Leleu é convocado para treinar com os profissionais, ainda em 2012. Aproveita a oportunidade e aparece com novo penteado, pintando o cabelo de loiro. A comissão técnica dá um puxão de orelha, e o jogador retorna à atividade da tarde com um corte mais discreto. O brinco, porém, não sai da orelha.

Um dos destaques do Santos na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, Neilton costuma valorizar o visual, muito parecido com o de Neymar. O mesmo faz Gabigol, que garante ter um moicano mais bonito que o do craque santista.

Os exemplos são apenas alguns da atual geração sub-20, que cada vez mais cedo ganha espaço entre os profissionais e destaque na mídia, aumentando sua remuneração e o faturamento dos clubes com venda para o exterior. A eliminação precoce da seleção no Sul-Americano da categoria - não conseguindo ficar entre os três primeiros em um grupo de cinco - fez surgirem críticas e dúvidas sobre o comportamento dos atletas. A primeira partiu do próprio técnico Émerson Ávila, que afirmou:

- O jogador hoje em dia tem muito poder no futebol. Talvez isso aconteça por concessões que o clube acaba fazendo.

Diante deste cenário, o GLOBOESPORTE.COM ouviu jogadores, técnicos, dirigentes, psicólogos e empresários e visitou treinos dos juniores dos quatro principais times do Rio de Janeiro, além de ouvir histórias e depoimentos em outros clubes grandes do país. Jogadores se defendem, treinadores apontam falhas em certas posturas, empresários tentam evitar jovens problemáticos e psicólogos procuram estudar até a estrutura familiar para traçar metas e evitar deslizes no meio do caminho. A ascensão meteórica e o crescimento socioeconômico parecem ter mudado o comportamento dos jogadores na base. E será que estão tomando o cuidado devido com eles?


- Eu acho que tem que trabalhar mais a cabeça de quem os comanda. É muito fácil colocar a responsabilidade em cima dos moleques. Tem que cobrar de quem os comanda, quem dá regalias, quem dá esses salários, quem cobra deles. Depois que dá errado, é muito fácil dizer que o menino está errado. É que nem um filho. Se você não educá-lo, depois não adianta dizer que ele está errado. Essa é uma das minhas broncas no Inter - disse Dunga, ex-treinador da Seleção e atual comandante do Colorado.

O Flamengo forneceu um exemplo de comportamento de jovens da base e de quem os comanda. No fim de um treino no Ninho do Urubu, em uma conversa entre juniores e recém-promovidos aos profissionais, Rodolfo conta que, ao chegar de carro, o porteiro perguntou a ele e a Rafinha se eram atletas - procedimento para a identificação de quem entra e sai do CT. Rafinha, sorrindo, complementa que fechou o vidro da janela do carro e seguiu.
Os dois receberam de volta gargalhadas e a frase de um dos integrantes da comissão técnica da base: “Ele não vê jornal?”. O episódio foi dias antes da vitória por 4 a 2 sobre o Vasco, partida em que Rafinha de fato se destacou.

- Nesse dia nós chegamos e demos bom-dia. Aí, ele (o porteiro) nos deu a plaquinha (do estacionamento) e perguntou se éramos atletas. Nós rimos e fomos embora. Passamos todo dia por ele, e via nossa cara. Com certeza éramos atletas - contou Rodolfo. 

A psicóloga dos juniores do Botafogo, Michele Melhem, não citou casos específicos, mas explicou como agir no convívio diário ao ser questionada sobre o excesso de brincadeiras das comissões técnicas com os jogadores na base.

- É importante não perder a interação, a relação de brincadeira, ainda mais nos juniores, porque consideramos que eles não estão prontos. Mas é extremamente pertinente o que está dizendo, tem que saber a hora de dar a bronca, ser mais duro, falar com seriedade. Mas a brincadeira existe até no profissional, como um estilo para formar um espírito coletivo de grupo.


Brincadeiras à parte, os jogadores fogem do discurso comum e monossilábico quando o assunto é o vai e volta da base. Quem tem a possibilidade de treinar no time de cima costuma reclamar ao ter de retornar.

- O que atrapalha mesmo é o psicológico do jogador. A gente almeja aquilo desde cedo, e, quando chega lá, tem que descer... O pessoal desce até um pouco desanimado, porque quer ficar lá (no profissional) para sempre - contou o lateral-direito Igor Julião, de 18 anos, que atua no Fluminense e evita o estilo boleirão de se vestir.

O contato com ídolos é acrescido ao deslumbramento com a nova vida. E os treinadores creem que isso foge do controle, acreditando que pode existir certo descompromisso com a base.

- Às vezes eles pensam que viraram jogadores (profissionais). Vemos acontecer essa falta de compromisso, ou com clube ou com a seleção sub-20, o que nos deixa chateados. Aqui no Fluminense tentamos interferir no processo. Não é fácil, tem muita coisa de fora que interfere. É uma briga de cachorro grande. Nós queremos puxar para um lado e muita coisa puxa para outro - opina Marcelo Veiga, técnico dos juniores do Fluminense.

Ideia parecida tem Cleber dos Santos, treinador do Flamengo.

- Os jogadores estão sendo aproveitados muito precocemente. Uma cobrança muito grande para os jogadores de 15 a 17 anos, de apresentarem um rendimento de profissionais. E essa cobrança pelo rendimento também altera o comportamento. Eles veem como espelho os jogadores do profissional, que têm um comportamento diferente dos da base pelo salário, pelo local onde moram, pelo status social. Então esses jogadores, quando começam a ter esse tipo de cobrança, se acham no direito de se comportarem da mesma maneira que os profissionais. Vejo que isso é uma bola de neve. Pela cobrança, pelo espelho nos jogadores do profissional, que têm muitas regalias... Os jogadores da base veem isso como uma forma natural, como tem acontecido ultimamente - disse.

A possibilidade de maior remuneração é demonstrada de diversas maneiras no mundo das categorias de base. Em um treino do Vasco, um funcionário avisava que teria de conversar com Jhon Cley - que trabalhava com os juniores após um período entre os profissionais. E ouve de outro jogador, em tom de brincadeira: “Já vai sufocar”, uma maneira de dizer que faria um pedido de ordem financeira. No Flamengo, houve episódio semelhante: um funcionário aproximou-se da lateral e brincou com um atleta: “Quando estiver lá (no profissional), vai me dar um carro de presente”.

Muito dinheiro

Então entra o dinheiro. Nos juniores, os atletas recebem em média de R$ 2 mil a R$ 4 mil. Em casos extremos de promessas com potencial, os salários podem alcançar valores próximos de alguns profissionais. Isso faz com que se tornem comuns, em treinos dos jovens, tênis extravagantes e chuteiras com cores chamativas - geralmente cedidos por fornecedores de material com quem eles já têm contrato ou oferecidos pelos empresários - além de celulares de última geração e cordões de ouro. E às vezes o comportamento sai dos treinos e vai para as redes sociais.

Renan, apelidado de Panterinha por ser filho do ex-atleta Donizete Pantera, postou no Twitter que havia gastado R$ 1.800 em uma boate. Cobrado por alguns torcedores na rede social, o meia do Flamengo respondeu com um novo post: “Não sou nenhum Adriano da vida, não! Não sei nem o que é esse dinheiro. Era só zoação. Quem me dera ter 1.800”.

Atual treinador da base do Botafogo, Anthony Santoro faz uma comparação com duas promessas do Fluminense da época em que trabalhou por lá.

- O Lenny uma vez chegou a um treino com um Audi, um carrão. Foi lá nos ver em Xerém. Ele não vinha de um momento bom no profissional. Veio com a calça camuflada, cheio de cordão, óculos de dar inveja em mulher. Falei que era o momento de passar despercebido. Disse: “O momento não está bom para você. Chega mais tranquilo, reservado, para não virar o holofote para você”. Ele só ouviu. No dia seguinte, chegou o Marcelo, com um Peugeot 206, bermudinha tranquila. Ele quase saindo para o Real Madrid, e o Lenny em um momento ruim, os dois no profissional. O Marcelo mais tranquilo, reservado, e decolou. O Lenny até hoje não conseguiu - conta Anthony Santoro, que também trabalhou no Flamengo e citou Bruno Paulo como exemplo de jogador que se deslumbrou com dinheiro.

Vilão ou não?


Quem trabalha com a base costuma reclamar da ação de empresários. Técnico do Flamengo, Cleber dos Santos diz que os jovens ganham mimos dos agentes - às vezes para criar um vínculo - e perdem contato com a realidade deles. Narciso, treinador do Palmeiras, cita o empresário que faz a vontade dos clientes:

- O jogador não tem muito compromisso de brigar pela posição. Deveria se desdobrar e provar que tem o mesmo nível do que está jogando. Mas ele fala com o empresário, que o tira do clube e o coloca em outro.

Os empresários de renome se defendem e garantem que têm diminuído a ação nas categorias de base. Segundo eles, o mercado está aquecido para quem acabou de entrar no ramo e oferece ajuda de custo, bens materiais e pertences para cativar os meninos e criar um vínculo afetivo que os garanta vantagem em futuras negociações de contrato.

- Estamos investindo pouco na base. Os empresários em geral procuram pagar uma ajuda de custo. Mas é trabalhoso. Eu não tenho muito jogador na base. Mas investimos. O grande problema são os treinadores da base. Se tivessem nível de cultura melhor para trabalhar, ajudaria muito. São geralmente ex-jogadores, que têm o mesmo vício que tinham quando eram jogadores. Os clubes deveriam ter um trabalho melhor. Deveria haver um curso para os treinadores da base - disse Léo Rabello, que tem entre seus jogadores Thiago Neves, do Flu, e Bernardo, do Vasco.

Hábitos diferentes

Alguns jogadores tentam fugir de um comportamento que chame a atenção. Filho de médico, Carlos Daniel, de 18 anos, deixou Manaus para se dedicar ao futebol e divide treinos do Botafogo com a leitura e estudos. Aprovado na primeira fase da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), ele tinha o sonho de cursar medicina, mas não conseguiu fazer a segunda etapa por causa de um compromisso pelos juniores.

- Brinco, cordão, não gosto muito. Procuro sempre estar na minha, para não puxar a responsabilidade para mim. Uma responsabilidade que talvez ainda não seja minha. Mesmo quando estiver na mídia, na fama, vou procurar ser o mais simples possível. Além de jogar futebol, procuro ser bom no estudo também. Meu pai é médico e me incentiva muito para estudar, para ler - contou.


O pilar da família, aliás, é um dos principais pontos observados por psicólogos.

- A base familiar faz o atleta se diferenciar nos seus comportamentos, tanto de disciplina quanto de gerenciamento de carreira. O que não significa questão econômica. Estou falando de base familiar, sistema afetivo, emocional, de apoio, comunicação. Vemos pessoas de baixa renda, com estrutura de família sólida, e o menino se destacando. A questão familiar faz toda a diferença para se desenvolver no futebol - explica a psicóloga Michele Mellen, do Botafogo.

E os conselhos deveriam perdurar, na opinião de Anthony Santoro, técnico da base alvinegra:

- Sabemos que muitas vezes as coisas entram em um ouvido e saem pelo outro, mas de tanto falar alguma coisa pode ficar.



Reportagem: Diego Rodrigues, Globo Esporte

sábado, 10 de novembro de 2012

IATS está com inscrições abertas para curso a distância


O IATS - Instituto de Administração para o Terceiro Setor Luiz Carlos Merege está com inscrições abertas para o Curso a Distância:

Princípios e Técnicas da Captação de Recursos - Fundamentos da Captação de Recursos


O programa de curso à distância de Princípios e Técnicas da Captação de Recursos é composto por dois cursos:

1) Fundamentos da Captação de Recursos (5 semanas);
2) Métodos e Técnicas das Campanhas de Captação de Recursos (7 semanas)

Os participantes que realizarem o primeiro curso poderão dar continuidade ao seu processo de formação profissional, participando do segundo curso. Eles são requeridos e obrigatórios para aqueles que desejarem participar dos cursos de especialização que serão oferecidos pela aliança IATS/TFRS. 

Curso 1: Fundamentos da Captação de Recursos

Objetivos:

• Apresentar a captação de recursos como um processo de gestão multidimensional;
• Orientar como preparar institucionalmente a organização para a captação de recursos;
• Capacitar os participantes para a elaboração de um plano de ação para a área de captação de recursos;
• Capacitar os participantes para gerenciar a área de captação de recursos;
• Apresentar os principais veículos e estratégias  da captação de recursos;
• Identificar as fontes de recursos que são mais adequadas para as distintas campanhas de captação;
• Apresentar a lógica científica que garante a maior eficiência e efetividade nas campanhas de captação de recursos;
• Aplicar a lógica científica para a elaboração de uma campanha anual.

Metodologia: o curso aborda conhecimentos teóricos e práticos com a utilização de recursos de multimídia.

Período de inscrições: 06/11 a 14/11/2012

Início do curso: 19/11/2012
Término do curso: 21/12/2012

Número de vagas: 35 

Carga horária: 40 horas (5 semanas)

Valor: R$ 650,00
Formas de pagamento: Boleto (50% na inscrição e 50% no dia 04/12) ou PagSeguro (em até 18 vezes).

Observação: 
O certificado de participação desse curso é reconhecido pelo IATS e pela The Fund Raising School, da Universidade de Indiana, EUA.


Maiores informações:



Quem é Luiz Carlos Merege ? Economista; doutor e mestre pela Maxwell School of Citizenship and Public Affairs da Universidade de Syracuse, NY. Ingressou na FGV-EAESP em 1972, onde se tornou professor Titular do Departamento de Planejamento e Análise Econômica - PAE, assumindo a chefia deste departamento durante o período 1984/1985. Como Diretor Administrativo da FGV-EAESP, de 1991 a 1996, foi responsável pela elaboração e implementação de plano estratégico que marcou o início de um novo período histórico para essa instituição de ensino. Em 1994, criou o Centro de Estudos do Terceiro Setor - CETS da FGV-EAESP, iniciativa pioneira no Brasil, nas áreas de ensino, pesquisa, formação profissional e assessoria às organizações do terceiro setor, servindo inclusive de modelo para outras organizações de ensino superior. Implementou os primeiro cursos no Brasil voltados para a profissionalização da administração das organizações do terceiro setor, destacando-se entre eles o curso de Administração para Organizações do Terceiro Setor (curso lato sensu); Princípios de Gestão para Organizações do Terceiro Setor e Princípios e Práticas da Responsabilidade Social nas Empresas, oferecidos pelo Programa de Educação Continuada - PEC da FGV-EAESP. Nos 14 anos de existência do CETS, mais de 3.200 alunos participaram dos cursos oferecidos. Foi diretor do programa de cursos de captação de recursos oferecidos em parceria com a Escola de Captação de Recursos da Universidade de Indiana, na FGV-EAESP. No campo das publicações, foi coautor em diversos livros e escreveu artigos. Publicou em 2009 o livro “Terceiro Setor: A arte de Administrar Sonhos”. Organizador e autor do “Dicionário do Terceiro Setor”. Em 2009 criou e fundou o IATS - Instituto de Administração para o Terceiro Setor Luiz Carlos Merege.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Campanha Lei de Incentivo ao Esporte


Em funcionamento desde 2007, a Lei de Incentivo ao Esporte permite que você, empresário, associe sua marca a um projeto esportivo chancelado pelo Ministério do Esporte. Pela Lei de Incentivo, as empresas podem investir parte do que pagariam de Imposto de Renda para financiar projetos nas manifestações esportivas de participação, rendimento ou educacional.

Para investir em um projeto, o primeiro passo é identificar as iniciativas esportivas das quais deseja ser o patrocinador. A lista dos projetos já aprovados pelo Ministério do Esporte e aptos a receber o patrocínio está publicada no Diário Oficial da União e pode ser consultada no site da pasta:
(www.esporte.gov.br/leiIncentivoEsporte/consultaProjetosAprovadosAptosCaptacao.do).

Escolhido o projeto, o passo seguinte é efetivar o patrocínio. A empresa poderá investir até 1% do imposto devido diretamente na conta bloqueada do proponente, que emitirá um recibo do valor depositado.

Pronto! O Ministério do Esporte encaminha o recibo à Receita Federal, que abate o valor repassado do Imposto de Renda da empresa. Todos os projetos aprovados são avaliados e monitorados pelo Ministério do Esporte. É a garantia de que você está associando a marca de sua empresa a uma iniciativa esportiva de confiança.

A empresa ainda pode acumular os benefícios da Lei de Incentivo ao Esporte com os de outros dispositivos legais de renúncia fiscal do Estado.

A quantidade de empresas que investem no esporte por meio da lei só aumenta: em 2011, foram 1.503, mais que o dobro de 2009 (645). O número de entidades que apresentam projetos e conseguem captar os recursos disponibilizados pela Lei de Incentivo dobrou nos últimos dois anos. Em 2011, foram 349; 172 em 2009; e 12 em 2007. Desde que entrou em vigor, a Lei de Incentivo já destinou R$ 650 milhões a 1.852 projetos. Só em 2011, foram R$ 219,5 milhões, 20% a mais que em 2010 (R$ 191,9 milhões), o dobro de 2009 (R$ 110,8 milhões) e 331% a mais que o primeiro ano, 2007 (R$ 50,9 milhões).

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail investimento@esporte.gov.br ou pelo telefone (61) 3217-1645.

Confira o vídeo da campanha da Lei de Incentivo ao Esporte direcionada aos empresários:



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Teste para ser jogador de futebol no Corinthians


A cada semana o Sport Club Corinthians, situado em São Paulo, aceita pedidos de crianças de todas as idades que fazem testes gratuitos. As incrições são feitas pela internet e após alguns testes são citados os nomes dos que continuarão. A avaliação total dura uma semana.

Por: Zoomin.TV e UOL TV

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Atletas da Escolinha do Cruzeiro em Pouso Alegre no futebol paulista


Na próxima sexta-feira, 19 de outubro, Alexsander Hale Moreira completa 14 anos de idade. Quatro dias depois, 23 de outubro, será a vez de Mayco Ravy Assis Anselmo fazer aniversário – 16 anos. No entanto, o presente para esses jovens será antecipado. Nesta semana, os dois ganharam uma grande oportunidade de realizarem seus sonhos, que é de se tornarem jogadores de futebol profissional.

Atletas da escolinha do Cruzeiro Esporte Clube, em Pouso Alegre, Alexsander e Mayco vão se apresentar em dois grandes clubes brasileiros para um período de treinamento. O primeiro vai para a cidade de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, defender o São Caetano, enquanto o segundo irá para o litoral paulista, jogar pelo Santos Futebol Clube, que é reconhecido mundialmente por revelar grandes craques da bola.

“Nossa escolinha é ligada ao Cruzeiro, mas como temos as portas abertas em vários clubes brasileiros, indicamos esses dois jovens atletas para o São Caetano e Santos”, afirma Heverton Dias, um dos responsáveis pela escolinha de futebol do Cruzeiro Esporte Clube em Pouso Alegre. “Tanto o Alexsander, como o Mayco possuem um potencial muito grande. E eles estão preparados para trabalhar na base desses clubes”, completa o empresário.

Alexsander Hale Moreira está confiante e acredita que possa seguir no AD São Caetano, campeão paulista em 2004, vice brasileiro em 2000 e 2001 e da Libertadores da América em 2002. “Estou nervoso, mas espero fazer um bom trabalho. Vou me dedicar muito para isso”, comenta o zagueiro de 1,80 metros, que já passou pelas categorias de base do Santarritense Futebol Clube, da sua cidade natal, Santa Rita do Sapucaí.

E é com esse mesmo pensamento, que Mayco Ravy Assis Anselmo viaja para vestir a camisa do Peixe. “Estou muito feliz por estar realizando este sonho. Espero desempenhar um bom papel e continuar na equipe”, conta o volante de 1,77 metros, morador do bairro Costa Rios, e que já passou pela base do Esporte Clube Sul Minas, de Pouso Alegre, e também pela equipe de futsal da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Pouso Alegre.

Para os jovens que se interessarem em participar da escolinha do Cruzeiro Esporte Clube, as aulas acontecem todas as quartas e sextas-feiras, no Campo da Remonta, no bairro Jardim Noronha. As inscrições podem ser feitas na Faculdade São Luís, localizada na Rua Bueno Brandão, 508, centro, próximo a Igreja do Santuário. Mais informações pelos telefones (35) 9204-8062, 9827-8781 e 9143-0482.

Reportagem/Foto: Carlos Manoel do Esporte PA

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Boa Esporte na Copa do Brasil Sub 20 com novos talentos


Com jovens talentos, Boa estreia na Copa do Brasil Sub-20 neste sábado
Garotos da região participaram de seletiva para jogar na equipe de Varginha

O Boa Esporte estreia na Copa do Brasil Sub-20 neste sábado (6) contra o Bragantino, às 16h no Estádio Melão, em Varginha (MG). A expectativa para o início do torneio toma conta dos jovens estreantes que foram selecionados após uma peneira na região.

Um dos destaques, o atacante Denis, de 19 anos,  está ansioso para a estreia.

- Este é um momento muito importante na vida dos garotos da região que foram aprovados na seletiva. Todos pensam em construir uma carreira no futebol e para isto é preciso aproveitar a oportunidade que o Boa Esporte esta nos proporcionando - diz.

 Jovens na expectativa da estreia com a camisa do Boa Esporte
Foto: Edimar Mariano - Assessoria de Imprensa

Além de Denis, vestem a camisa do Boa Esporte os jovens Henrique, Brendon, Alehrrandre, Luiz Henrique, Wilgner e Luiz Felipe. De acordo com a assessoria do clube, o objetivo é montar uma categoria de base com garotos da região.

Veja a ficha técnica dos novos talentos

Nome: Denis Willian Carolino Lopes
Pos. Atacante
Idade: 19 anos
Nasc. 27/05/1193
Alt. 182
Peso. 70
Nat. Varginha/MG

Nome: Henrique Spósito
Pos. Volante
Idade: 19 anos
Nasc. 12/10/1993
Alt. 186
Peso. 72
Nat. Varginha/MG

Nome: Brendon Rilson da Silva
Idade: 18 anos
Nasc. 25/02/1994
Nat. Varginha/MG

Nome: Alehrrandre Gabriel Pinto
Pos. Volante
Idade: 20 anos
Nasc. 14/02/1992
Alt. 178
Peso. 78
Nat. Varginha/MG

Nome: Luiz Henrique Oliveira de Araujo
Pos. Volante
Idade: 19 anos
Nasc. 23/12/1993
Alt. 186
Peso. 72
Nat. Boa Esperança/MG

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Esta deveria ser a regra...


Atleta de Pouso Alegre recebe apoio de Ronaldo

O jovem Pedro Lucas conta como padrinho no mundo do futebol ninguém menos que Ronaldo Fenômeno e se prepara também para realizar testes no Real Madrid.


Vídeo/Reportagem: TV Libertas

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cada vez mais comum esta modalidade criminosa


Golpista que dizia representar times de futebol gaúchos é preso no RN
Homem se identificava como representante do Grêmio e do Internacional.
Jovens pagavam R$ 35 para participar de peneiras.


 (clique sobre a imagem para assistir a reportagem)

A Polícia Civil de Natal, no Rio Grande do Norte, prendeu em flagrante um homem que se passava por representante de clubes de futebol gaúchos. Ele enganava as vítimas com a promessa de que os jogadores participariam de peneiras para as categorias de base do Grêmio e do Internacional.
Para participar  as famílias tinham que pagar R$ 35. A polícia suspeita que o aliciador enganou mais de 300 famílias.
"Isso é um sonho. E nós estamos aqui lutando junto com eles. O que uma mãe não faz pelo sonho de um filho?", disse Maria Vitória Valentim, mãe de um dos jovens enganados.
O peneirão foi adiado três vezes. "Ele queria que o rapaz cedesse o campo gratuitamente só para que os meninos batessem uma bola para fingir que ia ter o peneirão para o Grêmio e para o Internacional", afirmou a mãe de um dos jogadores, Giovana Almeida.
Muitos jovens compraram material esportivo para participar como chuteira, caneleira, meião, short e camisa. "Meu sonho é ser jogador de futebol profissional", afirmou o estudante José Matheus de Olvieira.
"Estou atrás das grades porque  fui ao campo usar de boa fé e avisar as pessoas que o evento não iria acontecer. Estou aguardando a minha advogada resolver", disse o suspeito Luís Carlos. Segundo ele, as famílias vão receber os valores pagos.
Carlos confirmou que não representa oficialmente o Grêmio e o Internacional. "Eu estava aguardando um empresário que tinha a representatividade do Grêmio. O tempo todo eu falei de equipes gaúchas. Eu não determino marcas", informou o suspeito.
A polícia ainda investiga a presença de adolescentes em uma casa mantida pelo suspeito na Zona Norte de Natal. Os jovens seriam do Ceará e estaram no estado desde o carnaval, sem a presença dos pais.
A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Luis Carlos. O dinheiro deve ser devolvido para as famílias.
O delegado alerta que falso agenciadores são especialistas em iludir. "Está configurado um estelionato, uma fraude. Eles (aliciadores) têm um poder de sedução muito grande. Eles vêm com as promessas e todo mundo quer ser um Neymar. As pessoas caem facilmente", informou o delegado Aldo Lopes Araújo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A vida é feita de momentos...



"É exatamente disso que a vida é feita, de MOMENTOS. Momentos que temos que passar, sendo bons ou ruins, para o nosso próprio aprendizado. Nunca esquecendo do mais importante: Nada nessa vida é por acaso. Absolutamente nada. Por isso, temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível. A vida nem sempre segue a nossa vontade, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser."

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Igor Matheus, do RA Soccer para o FC Dallas


Do RA Soccer para a "Terra do Tio Sam"


Igor Matheus, ex-atleta do Centro de Formação de Atletas RA Soccer, viajou no último mês para os Estados Unidos da América, para defender o FC Dallas, tradicional equipe que disputa a MLS, Majos League Soccer. O atacante de apenas 16 anos que já teve passagem pela categoria de base do Guarani, de Campinas, foi em busca do seu espaço no futebol norte-americano, que se desenvolve a cada ano.

“Ficamos felizes e orgulhosos pela ida do garoto para os Estados Unidos do América. Ele é o primeiro atleta das categorias de base do Sul de Minas a defender um clube da primeira divisão do futebol norte-americano. A oportunidade que Igor teve surgiu graças à parceria do RA Soccer com o empresário Eduardo Jenner, que mora e trabalha em Santos”, comenta Henrique Alves, diretor do Centro de Formação de Atletas.

Por: Carlos Manoel para o Esporte PA

De Pouso Alegre para a base do SPFC


Atleta de Pouso Alegre brilha nas categorias de base do São Paulo FC


Nome de estrangeiro, mas com um sobrenome mais do que brasileiro. Esse é Maxwell Lima Santos Silva, de apenas 12 anos, uma das apostas do São Paulo Futebol Clube para um futuro não tão distante. Nascido em Poços de Caldas, mas criado em Pouso Alegre o jovem atleta chegou à base do Tricolor Paulista no início desse ano e já sonha em brilhar no clube tri-campeão mundial e hexa-campeão brasileiro.

Mas, antes de vestir a camisa do São Paulo FC, Maxwell já defendeu outro clube tradicional do futebol mundial: o Santos FC. Por quase três anos, o jovem atleta jogou nas categorias de base da equipe que já revelou dezenas de craques, o mais recente Neymar. “Fiquei três anos treinando e jogando no Santos, mas vi no São Paulo a chance de crescer mais como jogador e pessoa”, revela o desinibido meio-campista.

Com o total apoio da família, que o acompanhou tanto em Santos, quanto em Cotia – cidade da Grande São Paulo onde treina as categorias de base do SPFC, Maxwell não quer decepcionar aqueles que lhe deram a oportunidade de se tornar jogador profissional. Para isso, o garoto treina forte todos os dias após a aula e nos finais de semana participa dos diversos amistosos da base Tricolor.

“A minha categoria não disputa campeonatos. Nos finais de semana disputamos muitos amistosos e tento aproveitá-los para mostrar meu futebol, me dedicando bastante”, comenta Maxwell, que ao chegar ao São Paulo FC ficou impressionando com a estrutura oferecida pelo clube. “Em Santos era mais difícil, eu e minha família morávamos em uma garagem alugada. Hoje temos casa e somos muito felizes”, completa.

Em relação aos ídolos, o garoto não tem dúvida em dizer que gosta de Paulo Henrique Ganso, camisa 10 do Santos, seu ex-clube. Perguntando por que não escolheu Lucas, a jovem estrela do São Paulo FC, Maxwell logo explica: “ele é um excelente jogador, tenho uma admiração grande por ele, mas jogo na mesma posição que o Paulo Henrique Ganso, me espelho nele, nas jogadas feitas por ele dentro de campo”.

Antes de partir para São Paulo, Maxwell teve passagens por várias escolinhas de Pouso Alegre, entre elas o Forcraques FC, comandado pelo treinador Brinquinho. Quando vem a cidade onde foi criado, ele aproveita para rever os amigos e familiares que ficaram por aqui. Na companhia do seu pai, Buíu – atleta amador que defendeu várias equipes da cidade – o garoto demonstra simpatia e humildade, dando atenção a todos que o saúdam.

Por: Carlos Manoel do Esporte PA

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Gabriel, O Pensador empresariando na Base


Neymar e Gabriel o Pensador se reúnem de olho em música e jovens revelações

O atacante Neymar e o cantor Gabriel o Pensador estiveram reunidos na semana passada em uma pizzaria na cidade de Santos. O encontro formal pode gerar alguns projetos futuros, já que o craque santista deve aparecer em um novo vídeo clipe do rapper. Além disso, a reunião serviu para o craque santista orientar dois atletas das categorias de base do clube, que são empresariados pelo músico.

O gerente do projeto Pensador Futebol, Fábio Gonçalves, revelou ao UOL Esporte que o músico convidou Neymar para participar de um novo clipe, e também elogiou a postura do atacante ao aconselhar Walker e Patrick – os dois garotos que atuam na equipe sub-17 do Santos por intermédio de Gabriel o Pensador.

“Ele passou algumas dicas de comportamento. Com diversas competições, os jovens têm mais chances de mostrar futebol. O Neymar teve uma postura de veterano. Ele disse para a molecada ser grata ao investimento do Gabriel, e para não deixar a vaidade subir”, disse Gonçalves, que esteve presente na pizzaria Maria Quitéria.

Caso Neymar aceite o convite, ele participará do vídeo clipe da nova música de Gabriel o Pensador, chamada “Corro para cabecear”, pois a letra do rap tem relação com o futebol. 

“O Gabriel está lançando um novo CD. Existe um convite do Pensador para o Neymar participar do novo vídeo clipe dele, mas não ficou nada acertado. Se os dois acertarem a agenda, pode rolar”, disse o empresário.

Na semana passada, o músico e Neymar participaram juntos de um evento em São Paulo, onde foi lançado o Palpiteros, a primeira rede social de futebol voltada exclusivamente aos torcedores. Enquanto Neymar foi o escolhido para ser embaixador da rede, Pensador foi o mestre de cerimônia.

Neymar também divulgou em seu site oficial um vídeo que mostra Gabriel o Pensador fazendo elogios ao seu futebol. Na gravação, o rapper arriscou um improviso para exaltar a estrela santista.

“Dá pra fazer um improviso sim do Neymar, que sabe jogar, é meu parceiro, também toca um padeiro, está sempre convidado para curtir o Rio de Janeiro. Esse é o Neymar, armador e artilheiro”, improvisou Pensador.

Imagem: Arquivo Pessoal/Maria Quitéria
Reportagem: Samir Carvalho, do UOL em Santos/SP

quinta-feira, 22 de março de 2012

Willian Bonora

DVD do jogador Willian Bonora Sant'ana, profissional, 90, que integrou a categoria de base da ADMG - Associação Desportiva Minas Gerais em 2010.